O que é Psicoterapia

A psicoterapia é uma forma de ajuda exclusivamente verbal e relacional. Recorre a técnicas e metodologias de natureza psico-social, como forma de combater perturbações psicológicas como a depressão ou a ansiedade. Pode ser definida por oposição às práticas psiquiatricas, cujo instrumento dominante são os fármacos.  

A psicoterapia é uma especialidade dominantemente praticada por licenciados em psicologia ou medicina, que recebem uma formação e treino de três a quatro anos pós licenciatura. 

O público pode confrontar-se com diferentes formas de fazer psicoterapia.

Psiquiatria e Psicoterapia

Na ausência de uma fronteira clara entre o organico e o psíquico, e perante a diversidade de perturbações psicológicas, médicos/psiquiatras e psicólogos/psicoterapeutas têm desenvolvido intervenções com maior ou menor autonomia, complementaridade e disputa de perspectivas. O resultado é uma aparente confusão e "explosão" de "psis".

A Psiquiatria, na sua recente versão medicamentosa ( os psicofármacos surgem nos anos 50), é praticada pelo psiquiatra ( licenciado em medicina com especialidade em Psiquiatria).  A sua compreensão das perturbações mentais é sobretudo organica, e utiliza medicamentos como tratamento de eleição. Está especialmente vocacionada para prestar ajuda medicamentosa nas situações de perturbação mais grave e maior crise.

A Psicoterapia é habitualmente praticada por Psicólogos com uma especialização em psicoterapias.  Utilizam a capacidade verbal, de reflexão e relacional como  instrumentos privilegiados de intervenção, e não recorrem à medicação.

Assim, psiquiatria e psicoterapia são diferentes especialidades no mesmo campo de acção, que protagonizam alguma saudável polémica e disputa. Um dos pomos da discórdia têm sido os psicofármacos: de efeitos secundários adversos, eficácia restrita à redução de sintomas e duvidosa a longo prazo para uns,  sem actuação sobre os problemas subjacentes e interferência negativa com outros processos de psicoterapia, para outros, mas essenciais em momentos de crise intensa, como atenuadores e facilitadores de outras formas de intervenção, para a maioria.